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O QUE É FELICIDADE NO TRABALHO?

Nos últimos meses temos recebido feedbacks de que a missão da nossa empresa é muito inspiradora: “proporcionar mais felicidade nas relações de trabalho” mas algumas pessoas acreditam que isso ainda está muito distante de acontecer na prática na maioria das empresas.

 

É uma percepção crítica, visto tantos trabalhos científicos que demonstram a conexão direta de felicidade com aumento de produtividade e com a prevenção de doenças mentais relacionados ao estresse do dia-a-dia corporativo mas o que constatamos é que não há uma clareza do que significa felicidade. Muitos indivíduos possuem uma visão “romântica” do termo e logo imaginam que são várias pessoas alegres, que se abraçam, não ficam irritadas e vivem em um mundo perfeito.

 

Sendo assim, acreditamos ser importante escrevermos esse artigo para explanarmos um pouco mais sobre este importante tema de uma maneira mais clara e concreta.

 

Segundo Pedro Calabrez, importante Neurocientista que estuda temas como esse, a alegria é uma das expressões da felicidade mas esta segunda é muito mais do que isso. Ele divide a felicidade em dois tópicos: “eu projetivo” e “eu experiencial”.

 

Para o especialista, nós temos duas necessidades principais para sermos felizes, onde a primeira consiste em ter orgulho e gratidão pelo seu passado e sonhos na vida, objetivos a serem alcançados que nos movem a buscar o nosso autodesenvolvimento e nos engajam na vida. Quanto mais sonhos temos e somos capazes de realizá-los, maior a nossa gratidão e orgulho de nós mesmos. No âmbito profissional esta ideia pode ser traduzida como ações de reconhecimentos por trabalhos bem feitos, para que o colaborador tenha uma boa perspectiva da sua real contribuição, além de metas claras e factíveis, para que o profissional possa se identificar e se engajar a entregar o melhor de si. Todo mundo ganha!

 

O segundo ponto, o “eu experiencial” é sobre a nossa capacidade de viver o presente e nada mais, algo tão difícil na nossa sociedade. Ela pode se traduzir naqueles momentos em que nos desligamos de tudo ao nosso redor, das nossas preocupações, ansiedades e contemplamos o que estamos vivenciando naquele momento. Isso acontece muito nos grandes acontecimentos da vida, como no dia do casamento, nascimento de um filho, uma viagem inesquecível mas também pode ser vivenciado no âmbito corporativo como quando a pessoa está muito envolvida com um projeto e entra em estado de flow, ou seja, nem percebe o tempo passar porque realmente está engajada naquela atividade. Só conseguimos isso se soubermos do que as pessoas mais gostam de fazer e quais são os seus valores pessoais.

 

Permeando estes dois pontos, há um principal: a qualidade das relações com as pessoas! O ser humano é uma espécie que precisa do outro para se desenvolver e sentir-se bem. Seja nas relações familiares, amorosas, amizades e inclusive no ambiente profissional. Quanto mais as pessoas criam vínculos de amizade no trabalho, melhor trabalham juntas pois não fazem aquele trabalho apenas porque é a sua obrigação mas também porque possuem prazer de ajudar o outro. É muito mais gostoso.

 

Porém tudo isso não significa que a pessoa estará constantemente alegre, tampouco ela não sentirá cansaço e estresse com algumas situações do seu cotidiano. A grande diferença é que quando temos mais otimismo com a vida, maior clareza do que é importante para nós, uma boa qualidade de vínculos com as pessoas, por exemplo, estes contratempos nos afetam muito menos, podendo inclusive torná-los como alavancas para outros aprendizados e progressos. Esse é um dos principais “pulos do gato”.

 

Como somos um ser integral, ou seja, todos os âmbitos da nossa vida estão totalmente conectados, investirmos em proporcionar mais felicidade nas relações de trabalho pode ajudar e muito as pessoas sentirem-se melhor na sua vida como um todo, resultando também em alta produtividade. É um ciclo virtuoso.

 

Desta forma, somos capazes de concluir que investir em ações estratégicas de gestão de pessoas que visam proporcionar mais felicidade no trabalho tornou-se hoje indispensável para as empresas que desejam um crescimento sustentável e duradouro, afinal com todos os acontecimentos externos: políticos, econômicos e alta concorrência, por exemplo, precisamos mais do que nunca que as pessoas trabalhem mais e melhor, sendo que mais uma vez… todos os envolvidos ganham!

 

Carol Freitas – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável