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Por que nem sempre os objetivos são alcançados?

Todos possuímos desejos, sonhos e objetivos. Faz parte da natureza humana e é o que nos proporciona força vital no nosso dia-a-dia.

Alguns enxergam mais longe, estipulando para si objetivos de longos prazos, outros de médios prazos e quando passamos a falar do curto prazo, o mais comum é que todos queiram muitas coisas. Somos imediatistas, queremos tudo “para já”, ”para ontem”, afinal de contas a nossa sociedade e a tecnologia nos estimulam, ou senão falar, nos pressionam para que tudo seja rápido, para que a informação circule de uma mão para outra em segundos. Por consequência queremos o mesmo em relação aos nossos sonhos.

Peço atenção para perceber que falo sobre “sonhos que estipulamos para nós mesmos”, pois de nada adianta os desejos que outros querem impor a nós pois não são genuinamente os nossos. Se não estamos envolvidos e determinados com ele, por mais que seja uma obrigação, no geral não iremos nos esforçar tanto quanto poderíamos para o seu atingimento.

Buscando explicar a nossa motivação atrelada a cada objetivo/sonho em particular, o psicólogo canadense Victor Vroom, em 1964 publicou a Teoria da Expectativa, entendendo a motivação como a força propulsora por trás das ações, comportamento e conduta do indivíduo perante um objetivo. Diferente de outras teorias que tratam do tema motivação, a Teoria da Expectativa foi proposta especificamente para o ambiente de trabalho.

A teoria prevê três variáveis para entendermos essa motivação: valência, expectativa e força.


– Valência:
podemos entender esta variável como a preferência dada pelo indivíduo a determinado objetivo. A valência positiva é percebida quando o comportamento do indivíduo é direcionado para o seu atingimento. Já a valência negativa ocorre quando o indivíduo prefere não atingi-lo;


– Expectativa:
podemos entender como a relação de ação e reação que o indivíduo acredita que acontecerá ao atingir o objetivo, em outras palavras, é a recompensa que o indivíduo espera alcançar com este cumprimento;


– Força:
podemos entender como a energia direcionada para o atingimento do objetivo, o esforço e direção adequados para isso, entendendo que o indivíduo é capaz de antecipar e planejar os eventos de sua vida.

Dessa forma, entendemos que existe desmotivação quando observada uma valência negativa (quando o indivíduo prefere não atender o objetivo) e expectativa negativa (quando o indivíduo não acredita que haverá recompensa ao atingi-lo, ou não se interessa pela recompensa).

Estarmos motivados trata-se do nosso interesse em realizar determinado objetivo, da crença de que ao atingirmos, obteremos uma reação positiva e da força adequada empregada.

Importante observarmos a variável Força, no qual é envolvida a capacidade humana do planejamento de eventos futuros. De nada adianta que um objetivo tenha valência positiva e acreditarmos que teremos uma recompensa ao atingi-lo, se não empregarmos a energia correta, se não utilizarmos nossa capacidade de planejamento.

Podemos entender este planejamento como a gestão de nossos recursos (de tempo, recursos mentais, recursos físicos, monetários, etc), do nosso desempenho, da necessidade de acompanhamento para que possamos monitorar e realizar qualquer “ajuste de rota no meio do caminho”.

Não podemos simplesmente acreditar de que, por que algo tem valor para nós, iremos alcançá-lo. O atingimento está condicionado a diversos fatores, sendo o planejamento e gestão destas metas pontos cruciais para obtermos sucesso.

E qual a melhor recompensa que podemos ter ao concretizar algo que planejamos? Alegria, felicidade, sentimento de eficácia e orgulho de si mesmo. O nosso cérebro libera um hormônio chamado Dopamina que nos deixa cada vez mais capazes de realizarmos novos objetivos.

Na sua empresa os colaboradores percebem que vale a pena o esforço para o atingimento dos objetivos gerais da empresa, ou seja, possuem interesse pela recompensa (que pode ser financeira ou não), escolhem por se dedicar e empregam a energia, esforço e focos necessários para as realizações? Se sua resposta for “ainda não” entre em contato conosco. Será um prazer facilitar o sucesso da sua empresa através do maior engajamento das equipes.

Paulo Araneda e Carol Freitas

Consultores de Gestão de Pessoas