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AUMENTANDO OS RESULTADOS COM A REORGANIZAÇÃO DA LIDERANÇA

Imagine uma empresa de pequeno porte com 50 colaboradores e com um time de 10 líderes: o fundador que ocupa a posição de Diretor Geral, 03 Gerentes e mais 06 Coordenadores.

Nessa mesma empresa, quando o Assistente de Marketing tem uma dúvida do dia-a-dia, ele recorre diretamente ao Diretor Geral. O Gerente de Marketing & Novos Negócios realiza todos os feedbacks da sua área e avalia o desempenho individual da equipe. O Coordenador de Marketing? Ele ocupa 95% do seu tempo com atividades operacionais iguais aos Assistentes e Analistas do seu time mas como ele é muito bom tecnicamente, promoveram ele para “líder”. Normalmente quando alguém da sua equipe erra, ele é chamado pelo Diretor e obrigado a assumir a culpa.

Você pode pensar: provavelmente essa área tem um volume de trabalho muito grande e por isso o Coordenador está executando as atividades também, pois líder bom é aquele que põe a mão na massa, certo?

Errado! O que percebemos nesse exemplo e em muitas empresas é que os diferentes papeis e responsabilidades dos níveis da liderança não estão claros e por consequência as pessoas estão exercendo atividades menos complexas e com menos responsabilidade do que deveriam. Acontece o achatamento dos níveis da liderança.

É possível que esse Diretor Geral também esteja envolvido na operação e não administre o seu tempo para conhecer o seu mercado, definir as metas de médio e longo prazo e tampouco esteja envolvendo todos os colaboradores da empresa para que atinjam esses sonhos, afinal foi com o seu envolvimento em tudo que a empresa cresceu.

Apesar disso, a performance da empresa é abaixo do esperado e na sua mente a culpa é dos funcionários que não fazem o que deveriam e dos Coordenadores que não controlam corretamente as entregas das pessoas.

Importante ressaltar que apesar do grande estresse e frustração dos envolvidos, todos estão dando o seu melhor e culpam o outro pelo insucesso das ações, afinal se cada um está se desdobrando ao máximo, dele que a culpa não é.

A boa notícia é que apesar dos papeis dos líderes não estarem claros é possível desenvolve-los. Ram Charan, Stephen Drotter e James Noel em uma das principais obras sobre esse tema, Pipeline da Liderança, defendem que existem 06 níveis da liderança nas empresas e cada transição de nível envolve habilidades, gerenciamento de tempo e valores profissionais distintos entre si:

>> Gerenciamento de si mesmo
>> Gerenciamento de outros
>> Gerenciamento de gestores
>> Gestor funcional
>> Gestor de negócios
>> Gestor corporativo

“O que te trouxe até aqui não é o que vai te levar até lá”
Marshall Goldsmith

Ao reorganizar os papeis e responsabilidades de cada líder, o Diretor Geral perceberá que como gestor de negócios ele precisa estar liberado de atividades de execução e precisa focar no futuro da empresa. Quando o Analista de Marketing o acionar para tirar dúvidas, ele precisará orientar esse colaborador a buscar o seu Coordenador.

Os Gerentes também perceberão que precisam selecionar e desenvolver times de gestores de primeira linha (nesse exemplo, os Coordenadores) capazes de gerir suas equipes no dia-a-dia, cobrando deles os resultados do grupo e não mais individuais. Esse Gerente precisa estar atento as fronteiras existentes entre as diferentes áreas da sua gerência para garantir que caminhem integradas e conectadas as metas da empresa como um todo.

E por último mas não menos importante, os Coordenadores precisarão aceitar que apesar de serem excelentes técnicos, seus novos papeis envolvem selecionar e desenvolver pessoas que tenham entregas iguais ou até mesmo superiores a deles e para isso, precisarão de mais tempo para mensurar e desenvolver o desempenho de cada membro.

“Toda escada se lava de cima pra baixo”

Com essa reorganização de papeis, cada colaborador saberá quais são as suas responsabilidades e focará nas entregas compatíveis ao seu nível de liderança. Ao invés da confusão de papeis e o sentimento de culpa do outro, todos passarão a trabalhar de forma mais alinhada, harmonizada, garantindo que todas as atividades necessárias para o crescimento e sustentabilidade da empresa sejam realizadas. Todo mundo ganha!

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