GUP! Desenvolvimento

ROTATIVIDADE DE COLABORADORES TAMBÉM É BOM

Você sabe qual é o índice de rotatividade dos colaboradores na sua empresa ou departamento? Além disso, você sabe quais são os seus impactos?

 

Existe um senso comum de que a rotatividade ou turnover é algo sempre negativo, algo que deve ser combatido e que leva apenas a consequências ruins. Será que podem existir também reflexos positivos?

 

Essa foi a pergunta que o estudo da Watson Wyatt INC (fonte no final desse artigo) procurou responder, analisando a quantidade versus qualidade da rotatividade de pessoal.

 

Das empresas estudadas chegou-se a conclusão de que empresas com rotatividade de até 15% ao ano possuem maiores desempenhos do que organizações com rotatividade entre 30% e 40%.
Mas, ainda assim as empresas com rotatividade entre 30% e 40% apresentaram maiores desempenhos do que empresas com rotatividades muito baixas.

 

“É saudável para a organização deixar os membros menos produtivos saírem e captar novos empregados que possam substituí-los e que apresentem produtividade maior” é o que defende a publicação.

 

O que chamamos de “oxigenação da empresa” trata-se de permitir a entrada de novos profissionais com experiências diferentes, pessoas que venham rever as soluções para as quais todos já estão acostumados, refazer perguntas e discutir temas que já estão “de comum acordo” mas não necessariamente foram resolvidos da maneira mais produtiva para a empresa.

 

Algumas empresas, dependendo do segmento ou estratégia do negócio já compreendem que não terão a maior parte dos funcionários comemorando muitos aniversários de empresa, podendo então se programar para esse tipo de realidade.

 

Como exemplo algumas grandes empresas de consultoria/auditoria, que possuem um trabalho formatado e controlado, treinam e capacitam anualmente um grupo júnior para cumprir a parte mais operacional e garantir que os projetos estão caminhando, possui um sistema que funciona quase que como uma escola.
Muitos de seus profissionais passam 3 a 4 anos e saem muito bem capacitados para ocupar posições mais elevadas ao transitarem para departamentos internos em organizações.

 

É claro que os malefícios de uma rotatividade alta existem, os custos de recrutamento e seleção, treinamento, a perda de conhecimento e relacionamento com clientes pode gerar um impacto muito grande em um negócio, esses inclusive são muitas vezes os itens mais lembrados quando se fala em rotatividade de colaboradores.

 

Mas ressaltamos que o total oposto pode gerar uma falsa segurança, gerando um ambiente sem mudanças incrementais, sem evolução constante do negócio, fazendo com que a empresa deixe de aproveitar oportunidades.

 

Por isso, antes de abraçar o senso comum de que a sua rotatividade está alta ou baixa, análise e procure compreender causas e efeitos na sua empresa!

 

Carol Freitas – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável