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POR QUE A POLÍTICA DE “PORTAS ABERTAS” PODE SER RUIM?

“Aqui na empresa estou disponível para todos os colaboradores e a minha porta está sempre aberta”. Você já deve ter ouvido ou até mesmo falado essa frase, certo? Ainda que a sua essência seja positiva, os líderes que adotam essa postura correm alguns riscos e é sobre esse tema que queremos abordar.

 

Uma das principais qualidades de um bom líder é a sua comunicação, seja para transmitir as informações importantes, inspirar e direcionar a equipe para o cumprimento das metas e também para ouvir as pessoas, entendendo o que está funcionando ou não na empresa.

 

Agora imagine uma situação: Marina é Diretora de uma empresa de logística e é bastante acessível para todos da equipe, independentemente da hierarquia. Ela gosta de ajudar!

 

O Pedro que trabalha na operação é um excelente profissional e quando teve uma dúvida, nem pensou em falar com o seu gestor imediato, o Bruno. Pedro falou diretamente com a Marina que ficou muito feliz em ajudar.

 

Uma semana depois aconteceu a mesma coisa, um mês depois também e o gerente, Bruno, já não sabia das principais dificuldades da sua área e a Marina ao invés de estar focada em atividades de estratégias para expansão e sobrevivência do negócio, dedicava cada vez mais tempo para orientar as dúvidas do Bruno e outros colegas.

 

Parece que alguma coisa está errada, concorda?

 

A teoria do Pipeline da Liderança desenvolvida por importantes autores, dentre eles o Ram Charam, traz a importância de cada nível da liderança exercer atividades compatíveis a sua função e deixar que as outras pessoas façam o mesmo, pois quando a ingerência acontece informações podem ser perdidas, há desperdício de trabalho e os objetivos da empresa não são alcançados.

 

Mas agora você pode estar pensando: qual seria uma atitude adequada no exemplo da Marina e do Pedro?
Uma das alternativas seria a diretora Marina ouvir a demanda do Pedro, mantendo o seu posicionamento de que é acessível a todos. Ao perceber que eram dúvidas da operação, deveria questionar se o gerente, Bruno, já havia sido acionado para resolver e caso ainda não, chamaria o Bruno para participar da conversa, orientando que nas próximas situações como essa, o ideal é falar primeiramente com o gerente.

 

É importante ficar atento para que uma ação tão positiva como estar disponível para as pessoas não desestabilize a estrutura da empresa, prejudicando as performances de todos os envolvidos.

 

Carol Freitas – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável