GUP! Desenvolvimento

O DESENVOLVIMENTO DA EXCELÊNCIA

Ninguém nasce advogado, engenheiro, contador, psicólogo, médico… nem palestrante, empresário, líder, bom ou mal funcionário!

 

Podemos ter pessoas com algum nível de predisposição ou potencial para alguma dessas atividades, mas todos precisarão desenvolver competências e colocá-las em prática para ter uma excelente performance.
Assim como pessoas sem essa predisposição poderão também desenvolver no decorrer da vida essas mesmas competências e colocá-las em prática.

Alguns importantes fatores devem ser levados em consideração nesse desenvolvimento de competências:

 

Fator 1: Treinamento / Prática

Normalmente atingir um nível de excelência dentro de qualquer atividade requer uma quantidade relevante de capacitação.
Inclusive o escritor canadense Malcolm Gladwell em seu livro “Fora de Série” defende que talento natural não importa, sendo mais importante a prática constante (explicando que a excelência é atingida após 10.000 horas de prática).

 

Por mais que alguém com alguma predisposição possa precisar de um número menor de horas, ainda assim entendemos que é o exercício prático que permite que “talentos” sejam “esculpidos”.

Pense em alguém que represente um nível de excelência dentro da sua profissão, busque entender quanto tempo aquela pessoa estudou e praticou aquela atividade até alcançar esse patamar.

 

Fator 2: Oportunidade

De nada adianta uma pessoa ter nascido com uma predisposição (seja qual for) se não tiver acesso a condições mínimas para colocá-las em prática.

Alguém que tem um bom ouvido musical (conseguindo compreender e replicar diferentes notas, acordes e detalhes em músicas) não terá avanços relevantes nessa área se não tiver como colocar a mão em instrumentos durante toda sua vida.

 

Talvez essa oportunidade venha “tarde demais”, quando essa pessoa já escolheu uma carreira, quando tem uma dívida ou qualquer tipo de compromisso que gere barreiras para se aprofundar nesse possível talento.

O exemplo acima trata da carreira como músico, mas da mesma forma podemos enxergar aí a ocupação como cirurgião, auditor, advogado criminal, mestre de cerimonias, líder…

 

Fator 3: Direcionamento

Além do treinamento e oportunidade para desenvolver competências, um fator adicional importantíssimo para a constante evolução e melhoria de performance é o direcionamento.

Possuir alguma espécie de acompanhamento e tutoria pode fazer a diferença entre um profissional regular e um profissional em constante desenvolvimento, alguém que se destacará em sua área de atuação.

 

Enxergamos aqui como tutor alguém que possa gerar criticas construtivas, lembrar o profissional de fundamentos básicos da área, gerar reflexões que ampliam o seu entendimento sobre determinados assuntos (as vezes na forma de um professor, um colega mais experiente, um gestor dentro da sua empresa…).

Não raramente, infelizmente, a pessoa que poderia (ou deveria) ocupar esse papel de direcionar não percebe que pode servir como uma espécie de mentor/tutor, muitas vezes por não ter ele mesmo tido esse tipo de apoio acredita que os demais também não precisam, trabalhando em cima do pensamento “é assim que se desenvolve nessa área, eu sofri para chegar até aqui e você deve passar pelo mesmo”.

 

Outras vezes quem poderia direcionar acaba sendo a pessoa que desmotiva, ao criticar quando vê um erro (ao invés de ajudar a enxergar aprendizados), zombar quando escuta uma pergunta óbvia (para ele que já tem um conhecimento/experiência maior) ou pela falta de ação (“eu não tive dúvida nesse assunto, tem que aprender sozinho assim como eu fiz”).

No caminho para o desenvolvimento existem aqueles que não tem necessariamente um tutor, mas que aproveitam os exemplos de outras pessoas ou de outros casos para gerar lições e aprendizados que aplicarão para o seu próprio desenvolvimento, percebendo os direcionamentos como observadores.

 

Fator 4: Vontade / interesse

Muitas vezes profissionais buscam ocupar uma posição de liderança como um meio de alcançar uma remuneração maior, não que o profissional realmente queira ser líder.
Em outras ocupações isso também é uma realidade, o foco no aumento salarial vai determinando os próximos passos do profissional.

 

Enxergamos o interesse como fator mais forte e decisivo do que a predisposição, com a genuina vontade de ser um médico, um líder, um bom profissional, qualquer ocupação que queira, uma pessoa pode buscar o treinamento e prática necessária, enxergar as oportunidades que lhe ajudarão em sua jornada e enxergar os direcionamentos ao seu redor.

 

O contrário também se prova verdadeiro em muitos e muitos casos, alguém sem vontade/interesse por mais que tenha a possibilidade de horas de capacitação e prática e com acompanhamento, acaba por não se desenvolver de forma significativa, uma vez que não valoriza essa determinada ocupação ou conjunto de competências.

 

 

Aproveite os 4 fatores aqui listados para refletir o quanto você como líder participa destes quatro importantes itens no desenvolvimento da sua equipe.

 

Paulo Araneda – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável