GUP! Desenvolvimento

QUANDO NÃO É A HORA CERTA DO FEEDBACK?

O feedback, assim como falamos no artigo anterior (Qual é melhor? Feedback ou Feedforward?) é uma das ferramentas mais poderosas de gestão de pessoas e tal poder tem potencial para fortalecer comportamentos ou para destruir a autoestima e confiança dos liderados.

 

Isso porque como em todo processo de comunicação, o conteúdo verbal, a forma com que é expresso e a linguagem corporal afetam totalmente a compreensão do receptor da mensagem e o líder precisa estar atento para se comunicar de forma efetiva.

 

Nesse artigo separamos as principais situações em que o feedback NÃO deve acontecer:

 

1. Aguardar a Avaliação de Desempenho formal:
Os feedbacks devem acontecer sempre que o colaborador realizar algo fora do esperado, seja para reforçar ou para redirecionar o comportamento e a maioria deles devem acontecer no mesmo dia, ou ao menos na mesma semana, senão perdem o efeito.

As avaliações formais possuem a finalidade de observar o desempenho do colaborador de forma mais ampla, analisando a soma de comportamentos dos últimos seis meses, por exemplo, e alinhando como deverá ser o desenvolvimento no futuro.

 

2. “No calor da emoção”
Normalmente quando estamos emocionalmente abalados, com muita raiva, temos a tendência de falar questões inadequadas e principalmente, com o tom inadequado, a soma perfeita para destruir a motivação de um colaborador.

Se perceber que está muito estressado, dê uma pausa, busque conversar com outras pessoas e depois converse com seu liderado.

 

3. Sem apurar os fatos corretamente
A maioria dos líderes lidam com uma agenda de compromissos intensa e ao perceberem que precisam conversar com alguém da equipe, acabam não buscando as informações necessárias para orientá-lo da melhor forma, correndo o risco de acusá-lo indevidamente, gerando raiva no colaborador e uma queda na confiança – um dos principais fatores para o engajamento das pessoas.

 

4. Na frente de todo mundo
Muitas pessoas – não todas – gostam de ser elogiadas na frente dos colegas pois enxergam tal ação como reconhecimento, sentindo-se orgulhosas de si mesmas, mas outras pessoas sentem-se constrangidas com essa mesma atitude e a boa intenção de deixar o colaborador alegre acaba “saindo pela culatra”. É importante conhecer o perfil de cada membro da equipe e na dúvida, converse individualmente.

Agora as famosas broncas não devem ser realizadas na frente de todos da equipe pois acaba gerando os sentimentos de humilhação e vergonha em quem é o alvo, totalmente opostos ao objetivo de proporcionar uma maior satisfação e produtividade nas equipes. Não faça isso não, ok?

 

5. Quando estiver com pressa
Um indicador de que o feedback foi efetivo é quando o colaborador sai motivado em ser a sua melhor versão e para isso é crucial que o líder tenha tempo e disponibilidade para ouvir a versão do liderado e as suas sugestões de novas ações para o futuro. Dá para fazer isso correndo ou sem paciência? Difícil!

 

Ainda que não exista uma fórmula para que todos os feedbacks sejam perfeitos, o líder ter a clareza da influência que possui na autoestima e motivação dos colaboradores e planejar essas conversas da maneira adequada podem fazer total diferença no sucesso da sua liderança.

 

E se precisar de ajuda, lembre-se que um dos pilares da GUP! Desenvolvimento é o “Empoderamento da Liderança” com treinamentos em grupo e individuais para uma liderança efetiva.

 

Carol Freitas – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável