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FELICIDADE NO TRABALHO E PRESENTEÍSMO

Felicidade no trabalho nada mais é do que se sentir empolgado para realização das tarefas, atingir as metas e não apenas ficar contando os segundos para chegar o final de semana, afinal é natural que as pessoas queiram mais momentos de lazer e fiquem planejando os seus finais de semana. O que não é natural é que os colaboradores não tenham interesse em fazer as suas atividades e suspirem de alívio quando chega a hora de ir embora.

 

Temos discutido nos artigos anteriores sobre diversas ações de gestão de pessoas que as empresas podem adotar para ter uma equipe mais feliz, engajada e produtiva, afinal tanto os colaboradores como a empresa ganham nesse cenário. O ponto em comum em todas as ações é a comunicação que deve ser frequente, clara, transparente, respeitosa e envolvente.

 

Nesse artigo queremos explorar um termo mais recente da literatura, mas que infelizmente já é bastante conhecido e temido nos ambientes de trabalho: o presenteísmo.

 

Presenteísmo é quando o colaborador está apenas de corpo presente no trabalho, mas emocionalmente não está ali de fato. Segundo Silva, Ferreira e Sassi (2010), existem dois conceitos para esse tema:

um envolve a saúde ocupacional, relações e condições organizacionais do trabalho, o colaborador continua trabalhando, mesmo doente e produz pouco. O outro se refere aos colaboradores que permanecem no trabalho, além de seus limites, produzindo muito, com medo de ser demitido ou excluído por não estar disponível quando necessário.

Há autores que defendem que esse comportamento não tem nenhuma relação com má índole ou caráter falho do colaborador. Na verdade, é um sintoma de que o colaborador vem sofrendo com estresse e outras situações que vão minando as suas energias e satisfação no trabalho.

 

Essas pessoas vão trabalhar por sentirem-se obrigadas e sofrem para realizar as suas atividades, muitas vezes encontrando formas de fazer o mínimo possível para concluir mais um dia de trabalho – sim, leia esse trecho “concluir mais um dia de trabalho” com cansaço e pesar. Também há casos que o medo de perder o emprego resulta em um aumento abrupto de produtividade que não é acompanhada por qualidade. Erros corriqueiros começam a surgir com frequência.

 

E por que a maioria dessas pessoas não pede demissão? Porque o mesmo estresse gerado devido ao trabalho também é sentido pelo medo de perder o emprego e as instabilidades que podem surgir em sua consequência.

 

Identificar o presenteísmo e proporcionar ambientes de trabalho mais saudáveis para os colaboradores podem evitar grandes prejuízos financeiros para as empresas, assim como a ISMA-BR (Internacional Stress Management Association no Brasil) apontou que o Brasil pode ter perdas de cerca de US$ 42 bilhões por ano por problemas relacionados a esse tema.

 

Seguem alguns sinais de que seus colaboradores podem estar sofrendo de presenteísmo e que novas ações de gestão de pessoas devem ser adotadas:

 

• Aumento da quantidade de erros básicos
• Ansiedade para ir embora todos os dias
• Discussões agressivas entre colaboradores, com falta de paciência entre os participantes
• Mudança de comportamento nas reuniões de trabalho, ou seja, alguém que antes sempre participava começa a se calar e não interagir mais
• Comportamento de piloto automático nas entregas de trabalho e relações interpessoais

 

Caso esteja percebendo esses sintomas na sua equipe que podem ser – ou não – devido ao presenteísmo, conte com a GUP! Desenvolvimento para realizar um diagnóstico e implementar ações de gestão de pessoas para reverter esse quadro. Todo mundo ganha!

 

Carol Freitas – GUP! Desenvolvimento l gestão de performance sustentável